Devia.
Podia, caso eu não fosse fazer dele meu kit ambulante de primeiros socorros.
Seria, caso eu decidisse seguir o exemplo de uma senhora que há tempos desencantei no elétrico. Durante todo o percurso que fiz, pelo menos - já lá estava antes e continuou depois de sair -, passou o tempo todo a falar/berrar incessantemente ao telemóvel.
Ah, desculpem: "telemóvel". Quando resolveu fechar a tampinha do dito por uns instantes, reparei então que era de brincar, denunciado pelo seu tom cor-de-rosinha e não só. Nenhum embaraço a impediu de o voltar a colocar junto à orelha e continuar a berrar/falar.
Mas acho que não.
Ainda pensei cá para mim: "boa forma de me abstrair dos olhares indiscretos nos transportes", "e assim não corro o risco do telefone começar a tocar enquanto finjo que falo com alguém".
Se a coisa não correr bem, ainda desenrasco uns trocos para ir a um grande armazém oriental. As poucas barbies que tive ainda não estavam adaptadas à era digital...
[Um dia também vou cantar o alfabeto, mas com sotaque quinteiro!]